terça-feira, 9 de outubro de 2012

Outubro - Viver aqui - Outubro

Cheia de trabalho. Ideias. Confusões. A escrever em modo telegrama. Escrevo para relembrar que sim, existe a possibilidade de cumprir metas que à partida não seriam superáveis. Eu sinto que posso cumprir muitas dessas coisas, mas confesso que ainda não estou mergulhada 100% - nem a 50% convenhamos - nessa realidade. Sinto e sei que hoje não estou para grandes escritas, porém quero deixar aqui estas palavras para que possa, quando parar um pouco, relembrar por aquilo que estou a passar.

Venha essa mudança pois toda eu sou esperança. Mas eu sei que nunca serei completamente feliz. Como? Com tanto sofrimento espalhado por esse mundo afora. E posso explicar isto em três tempos com um exemplo que infelizmente me aconteceu há pouco tempo. Estava uma madrugada fria, eu conduzia duas horas até ao meu trabalho, quando vejo um cão abandonado na estrada, no meio do nada, uma estrada perdida no mapa, cheia de pinheiros em seu redor. Eu serrei os dentes de dor. É claro que tinha levado aquele cão para casa na hora, mas eu não ia para a minha casa, eu ia para o trabalho que fica a 200km de casa e tive que ser fria e racional o suficiente para não o fazer. Escondi o coração e avancei com o carro. Como é que eu continuaria feliz o meu caminho? Impossível. Enquanto existirem situações destas neste mundo de imperfeições e realidades que sangram fel, não serei, NUNCA, cem por cento feliz.

É preciso ser frio, por vezes, para conseguir sobreviver neste mundo aka selva. Façamos, então, o nosso melhor com a realidade que temos.

Preciso de assentar. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Lonely soul


Tantos os dias e as noites em que, apenas comigo, pinto cenários e escolho finais para um sem número de episódios que construo na minha mente. Um desses dias, uma dessas horas, um desses momentos quem sabe, sou eu a viver a vida real cheia desta maGia que sonho.

Top Miudices (e bom dia!)

Uma viagem- Bahia
Um objetivo- Paz, Leveza
Um sabor- Beijo na boca 
Um lema - "Nada do que foi será/De novo do jeito/Que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará" Lulu Santos

domingo, 23 de setembro de 2012

Sabes que és preconceituosa quando..

..te deparas com esta imagem e o pensamento mais instantâneo que tens é "ele é feio e ela é bonita". Que estupidez. O Amor é isso? Um desenho banal de beleza enquadrada? Não, não é. O Amor é mais. O Amor é bem mais. É verdade, é ligação, é natural.

Eu quero aproximar-me cada vez mais daquilo que eu gostaria de ser. Sem merdas de preconceitos nenhuns, vivendo a minha verdade, aquela que cheira a maresia, a terra, a verdade, a nascer-do-sol.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Updating.

Estou cheia de trabalho, sem grandes planos elaborados, deixando correr os dias ao sabor de leves movimentos de dança contemporânea. Tenho treinado todos os dias a minha capacidade de ser leve. A todos os níveis possíveis para um ser. Tendo a ser bem sucedida em alguns desses dias, outros porém, falho redondamente na intenção. A vida é mesmo construída desta forma errante. O maior erro de todos é o de sofrer por erros e acertos baseados na exigência inconsequente da perfeição. Ela só existe no sentimento pleno de Amor. Não existe nas atitudes. Não creio que seja possível, por isso deixo-me ir ao sabor desta dança de viver.

Os meus dias resumem-se em andar às voltas com os dinheiros, com as poupanças que eu não faço, com os pensamentos de que daqui a um mês e pouco estou sem trabalho e sem perspectivas, com as alimentações mais calmas mas ainda não calmas o suficiente, com as calças que ainda não me servem mas que já estiveram mais longe. Também às voltas eu ando com as vontades de ser amada e amar mais, mais beeeeeeem mais, com as músicas, com as saudades, com o passado que já não me cabe na mão mas que me escorre do coração, com as mudanças que quero, com o presente que anseio e com o futuro que preciso.


E é isto. Sem grandes saltos em comprimento, mas com algumas derrapagens à trave.

E o fim-de-semana, levemente, chegou. Apetece-me dançar, respirar ar puro, sentir a minha alma e o meu corpo em total liberdade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Uns riem, os outros choram.

Desde que me conheço que sou incontornavelmente distraída. Eu faço figuras a todo o momento. Não me orgulho nada desta minha característica, mas tento melhorar e a coisa apenas se intensifica. 
Preocupante? A quem o dizem.

Acho que estudar de mais faz as pessoas passarem-se da marmita e de fato, com o passar dos anos esta situação agravou-se. Não me lembro de na minha infância ser taaaanto assim, eu era muito mais ajuizada. Mas de longe!

Hoje em dia é banal verem-me, por exemplo, a:

- Levar puxões de gola dos amigos por atravessar a estrada sem olhar (já fui dada como morta por alguns condutores, de certeza);
- Perder tudo aquilo que seja móvel;
- Esquecer tudo aquilo que nããão podia ser esquecido;
- Desligar - inconscientemente - o despertador de manhã (um pânico e um perigo);
- Ver pessoas conhecidas em pessoas desconhecidas - confundir pessoas e cumprimentar com entusiasmo (alguns ficam amigos);
- Meter-me em aventuras e só depois pensar nisso;
- Perder-me em todas as ruas que existem no planeta;
- Dizer coisas disparatadas em momentos errados;
- Sobressair, vai se lá agora saber porquê, em todas as aulas de dança ou movimentos coordenados em que já participei- alguém grande, descoordenado e baralhado no meio de uma turma de gente ajeitada não deve ser agradável de ver.

Faz parte da Vida, uns riem por um lado, e os outros choram por outro. E há sempre um palhaço por aí.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dar a cara a tapa

Existe uma grande capacidade das pessoas para se auto-defenderem e criticarem os outros. Mas isso toda a minha gente sabe.
Esta deve ser a grande razão pela qual a maior parte das bloggers do meu país se alongam em posts carregadinhos de defesas, justificações, floreados e criticas.
Ninguém lhes ouse deixar um comentário menos politicamente correto que elas saltam logo com um postzinho à la defesa! Mas claro, se for para criticar os outros têm a fila da frente como lugar de mérito. Os seus blogues são 80% de carregadissima critica a tudo e mais alguma coisa que mexa e que não mexa. "Eu sou boazinha, não gosto de criticar mas aquelas pessoas fazem isto e aquilo, ai que feiooo". Porém, se recebem comentários que não abonem muito a seu favor, passam-se da marmita por completo.

Oi? Vocês escrevem na internet tudo e mais alguma coisa da vossa viding e depois esperam, quiçá, ver todos os vossos gostos, atitudes e estilo de vida elogiados? Aqui estamos todos a dar a cara a tapa, amigos! Nem na vida real temos todos os amigos do mundo, quanto mais neste meio, não é verdade?

É tão mais interessante ler todas as manifestações de opinião numa caixa de comentários, que não apenas as mais requintadas e moderadas que normalmente até abonam em favor do autor. 

Por exemplo, se alguém aqui me vier chamar badalhoca, o que é que eu faço logo, logo a seguir? Escrevo um post aos meus fãs do coração a dizer que houve um filho de sua mãe que me veio insultar de badalhoca mas eu até me lavo à gato todos os dias. E isto tem lógica? Não tem! E o burro sou eu? Talvez. Ah e se eu gostar de sapatos verdes e alguém disser que não gosta por que até curte mais dos azuis? É logo uma arma de arremesso em cima do lombo que até ferve.

Ridiculo! Abram os olhos. Vida = Liberdade. Diário pessoal = cagar de alto para o que os outros pensam. Exposição = Internet. Pessoas = Diferentes. Pessoas = defeitos.