Tantos os dias e as noites em que, apenas comigo, pinto cenários e escolho finais para um sem número de episódios que construo na minha mente. Um desses dias, uma dessas horas, um desses momentos quem sabe, sou eu a viver a vida real cheia desta maGia que sonho.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Lonely soul
Tantos os dias e as noites em que, apenas comigo, pinto cenários e escolho finais para um sem número de episódios que construo na minha mente. Um desses dias, uma dessas horas, um desses momentos quem sabe, sou eu a viver a vida real cheia desta maGia que sonho.
Top Miudices (e bom dia!)
Um blogue - A Garota de Ipanema
Uma música - Haja o que houver
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Um objetivo- Paz, Leveza
Um sabor- Beijo na boca
Um lema - "Nada do que foi será/De novo do jeito/Que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará" Lulu Santos
domingo, 23 de setembro de 2012
Sabes que és preconceituosa quando..
..te deparas com esta imagem e o pensamento mais instantâneo que tens é "ele é feio e ela é bonita". Que estupidez. O Amor é isso? Um desenho banal de beleza enquadrada? Não, não é. O Amor é mais. O Amor é bem mais. É verdade, é ligação, é natural.
Eu quero aproximar-me cada vez mais daquilo que eu gostaria de ser. Sem merdas de preconceitos nenhuns, vivendo a minha verdade, aquela que cheira a maresia, a terra, a verdade, a nascer-do-sol.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Updating.
Estou cheia de trabalho, sem grandes planos elaborados, deixando correr os dias ao sabor de leves movimentos de dança contemporânea. Tenho treinado todos os dias a minha capacidade de ser leve. A todos os níveis possíveis para um ser. Tendo a ser bem sucedida em alguns desses dias, outros porém, falho redondamente na intenção. A vida é mesmo construída desta forma errante. O maior erro de todos é o de sofrer por erros e acertos baseados na exigência inconsequente da perfeição. Ela só existe no sentimento pleno de Amor. Não existe nas atitudes. Não creio que seja possível, por isso deixo-me ir ao sabor desta dança de viver.
Os meus dias resumem-se em andar às voltas com os dinheiros, com as poupanças que eu não faço, com os pensamentos de que daqui a um mês e pouco estou sem trabalho e sem perspectivas, com as alimentações mais calmas mas ainda não calmas o suficiente, com as calças que ainda não me servem mas que já estiveram mais longe. Também às voltas eu ando com as vontades de ser amada e amar mais, mais beeeeeeem mais, com as músicas, com as saudades, com o passado que já não me cabe na mão mas que me escorre do coração, com as mudanças que quero, com o presente que anseio e com o futuro que preciso.
E é isto. Sem grandes saltos em comprimento, mas com algumas derrapagens à trave.
E o fim-de-semana, levemente, chegou. Apetece-me dançar, respirar ar puro, sentir a minha alma e o meu corpo em total liberdade.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Uns riem, os outros choram.
Desde que me conheço que sou incontornavelmente distraída. Eu faço figuras a todo o momento. Não me orgulho nada desta minha característica, mas tento melhorar e a coisa apenas se intensifica.
Preocupante? A quem o dizem.
Acho que estudar de mais faz as pessoas passarem-se da marmita e de fato, com o passar dos anos esta situação agravou-se. Não me lembro de na minha infância ser taaaanto assim, eu era muito mais ajuizada. Mas de longe!
Hoje em dia é banal verem-me, por exemplo, a:
- Levar puxões de gola dos amigos por atravessar a estrada sem olhar (já fui dada como morta por alguns condutores, de certeza);
- Perder tudo aquilo que seja móvel;
- Esquecer tudo aquilo que nããão podia ser esquecido;
- Desligar - inconscientemente - o despertador de manhã (um pânico e um perigo);
- Ver pessoas conhecidas em pessoas desconhecidas - confundir pessoas e cumprimentar com entusiasmo (alguns ficam amigos);
- Meter-me em aventuras e só depois pensar nisso;
- Perder-me em todas as ruas que existem no planeta;
- Dizer coisas disparatadas em momentos errados;
- Sobressair, vai se lá agora saber porquê, em todas as aulas de dança ou movimentos coordenados em que já participei- alguém grande, descoordenado e baralhado no meio de uma turma de gente ajeitada não deve ser agradável de ver.
Faz parte da Vida, uns riem por um lado, e os outros choram por outro. E há sempre um palhaço por aí.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Dar a cara a tapa
Existe uma grande capacidade das pessoas para se auto-defenderem e criticarem os outros. Mas isso toda a minha gente sabe.
Esta deve ser a grande razão pela qual a maior parte das bloggers do meu país se alongam em posts carregadinhos de defesas, justificações, floreados e criticas.
Ninguém lhes ouse deixar um comentário menos politicamente correto que elas saltam logo com um postzinho à la defesa! Mas claro, se for para criticar os outros têm a fila da frente como lugar de mérito. Os seus blogues são 80% de carregadissima critica a tudo e mais alguma coisa que mexa e que não mexa. "Eu sou boazinha, não gosto de criticar mas aquelas pessoas fazem isto e aquilo, ai que feiooo". Porém, se recebem comentários que não abonem muito a seu favor, passam-se da marmita por completo.
Oi? Vocês escrevem na internet tudo e mais alguma coisa da vossa viding e depois esperam, quiçá, ver todos os vossos gostos, atitudes e estilo de vida elogiados? Aqui estamos todos a dar a cara a tapa, amigos! Nem na vida real temos todos os amigos do mundo, quanto mais neste meio, não é verdade?
É tão mais interessante ler todas as manifestações de opinião numa caixa de comentários, que não apenas as mais requintadas e moderadas que normalmente até abonam em favor do autor.
Por exemplo, se alguém aqui me vier chamar badalhoca, o que é que eu faço logo, logo a seguir? Escrevo um post aos meus fãs do coração a dizer que houve um filho de sua mãe que me veio insultar de badalhoca mas eu até me lavo à gato todos os dias. E isto tem lógica? Não tem! E o burro sou eu? Talvez. Ah e se eu gostar de sapatos verdes e alguém disser que não gosta por que até curte mais dos azuis? É logo uma arma de arremesso em cima do lombo que até ferve.
Ridiculo! Abram os olhos. Vida = Liberdade. Diário pessoal = cagar de alto para o que os outros pensam. Exposição = Internet. Pessoas = Diferentes. Pessoas = defeitos.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
O filho de pais separados
Eu sou filha de pais separados. Os meus pais separaram-se aquando dos meus 3 anos de vida. Tento por diversas vezes conceber a minha vida com os meus pais juntos, porém não consigo idealizar, nem tampouco construir essa ideia na minha cabeça. Tal como seria suposto. No entanto, eu tenho saudades do que nunca tive. As coisas simples e mais que banais para a maioria dos meus amigos, como poder gritar paaaaai naqueles momentos em que a minha mãe não ouvia o meu chamado. Mas não, nunca sequer o pude fazer.
Num momento de aflição era (e é) sempre pela minha mãe ou pelos meus avós quem chamo. Não tenho nenhum tipo de desgosto acerca desta situação na minha vida. Não posso dizer que tenho desgosto do que nunca tive. Mas é normal ter saudades. E isso acontece-me várias vezes. E acontecia mesmo muito nos tempos de escola. Os meus amigos tinham mais medo do pai do que da mãe nos recados na caderneta, os meus amigos não sabiam de quem gostavam mais, pai ou mãe,mas eu sabia. E isso era estranho.
Adoro ouvir - seja quem for - falar da sua família. Não por não gostar da minha, gosto e muito, mas sei perfeitamente que tenho uma grande falha na minha vida. A falta de um pai. A minha mãe e o meu pai. Aquela pessoa que faz muita falta a um filho. E faz. Faz, mesmo. Eu sou a pessoa que sente isso na pele. Eu não tenho um pai presente, também nunca o tive. E isso deixa saudades. As saudades que eu tenho de ter um pai. Não choro por isso. Tenho uma mãe leoa, uma avó leoa e um avó leão. Mas não me digam que não me faltou um pai na minha educação - faltou sim. A ideia da família como a conhecemos - pai e mãe.
Há um lado bem vincado na minha vida que se prende com esse fato. Eu tenho saudades do meu pai. Eu tenho saudades das vezes que o meu pai me poderia ter ralhado, tenho saudades das vezes em que o meu pai me poderia ter ido buscar à discoteca, tenho saudades das vezes em que o meu pai se sentou comigo a ver televisão, tenho saudades de ver o meu pai e a minha mãe a prepararem-me festas de anos e a gabarem-me pelas minhas notas na escola. Essas saudades ninguém mas tira.
Escrevo este texto sem qualquer emotividade, sem verter lágrimas, sem colorir quaisquer frases, mas somos feitos das nossas verdades. E uma das minhas verdades é que eu sou quem sou, também por ser...a filha dos pais separados. Com tudo o que isso possa significar.
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