sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Procura-se

No fim-de-semana passado, combinei café com uma amiga e lá fomos nós à procura do cappuccino perfeito. Como não encontrava estacionamento e depois de muitas voltas dadas, eu entrei num trânsito proibido que só está lá no verão. Eu fui de imediato abordada e mandada encostar pela GNR. Após uma pequena eternidade, fui salva de uma inibição de condução pelo gnr que me tinha mandado encostar. Ele brincou comigo, dizia que era grave mas que, afinal, já não era assim tão grave, picou-me ali em forte e finalmente, cheio de pinta, salvou-me da pesada punição. Um verdadeiro cavaleiro andante!

Até aqui tudo bem. Mas ele é lindo demais para me sair da cabeça. Alto, loiro, sorriso bonito, charmoso. Parecido com esses meninos da foto. Será que é o trigémeo deles? Era muita sorte para mim. Eu preciso é de o encontrar de novo, nem que seja só para lhe lançar um sorriso maroto de agradecimento. Ou vá, no facebook.

Sou uma boa sonhadora. ;)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Já faltou mais

Estou desejando que chegue o dia em que possa mudar de vida, novamente. Pegar nas malas e poder começar de novo. Já faz um tempo que procuro aquele que será o meu lar, a minha vida. Não tenho casa fixa há uns anos, aliás até tenho, essa casa - a minha casa - é a casa da minha avó, na qual cresci e vivi durante toda a minha vida. Depois saí para estudar, trabalhar, procurar..! Espero agora, mais uma vez, que os ventos me levem para A mudança da minha vida. Um trabalho estável, num local onde me sinta em casa.

Quero a minha vida e a minha alma a estabilizar como um barco a chegar ao seu porto. Quero a minha vida a perceber o seu rumo de uma vez por todas. Estou cansada de andar ao desbravar, sem eira nem beira, como se eu mesma fosse um mar agitado que encandeia ondas ferozes para todos os lados e mais alguns. Preciso que a maré baixe, que as águas acalmem e que tudo aquilo que um dia sonhei para mim, seja de todo, verdade.

Faltam dois meses para um Adeus a esta cidade que também acolheu as minhas águas agitadas e um olá a um começar, que se espera, luminoso. Já faltou mais, muito mais.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tenho que dizer, também, que sou gira

As mulheres arranjam desculpas esfarrapadérrimas para poderem gritar ao mundo que são giras e para se fazerem notar. Isto é uma questão ainda pouco aprofundada mas acho que seria, deveras, interessante analisar este acontecimento social. Algum psicólogo por aí?
As voltas que nós damos ao texto e às palavras para arrecadar elogios...!
Tudo serve de bengala para mascarar a modéstia que não existe e a vergonha de poder dizer que, realmente, se é bonito. Gosto mesmo de dizer "estás mais magra" a certas amigas e poder ouvir um sonoro "nem fiz nada para isso". Podemos dizer que fulano diz, que beltrano afirma, mas raramente dizemos com convição um valente: "Acho-me bonita, porra". Sim, acho que sim, é bonito.Afinal, qual é o nosso problema? Será este um estigma que prolifera de geração em geração? Será esta sociedade mal-dizente que não nos permite tais observações? Será este nosso hábito de contradizer as nossas qualidades mascarando-as? Melhor que esta só quando se pedem defeitos e as pessoas afirmam, somente, as suas qualidades - teimosia=persistência, perfecionismo, excesso de energia, etc.

Pois, com certeza. Não se tentem gabar por outros meios, fica tão fraquinho - sempre me disseram que sou bonita - por acaso, já me disseram que estou mais magra - dizem que ele tem bom gosto. Ahh não se aguenta!
E as nossas famosas? Sofrem do mesmo mal.

Enfim, acautelem-se com estas pérolas e gabem-se a bom gabar que só vivemos uma vez.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O copo está quase cheio

E Agosto já vai em 20 e eu já vou em 3000 esgotamentos. Estes últimos meses têm sido péssimos no que diz respeito à minha organização. É de facto o que mais preciso fazer- organizar a minha vida - para conseguir estabilizar, de uma vez por mil.
No entanto, ando um pouco em modo - pausa por enjoo. Acho que é por ser Agosto. Será? Também não tenho apreciado, como dantes, ler os trezentos planos alimentares que a blogoesfera alimentícia coloca em marcha. De repente, isto deixou [me] de soar bem. Existem momentos da nossa vida em que parece que temos um wake-up geral e drástico da forma como estamos a viver a nossa vida. Certo? Depois de quase uma semana em casa, a resolver problemas e a viver a vida de forma natural, familiar e nada virtual, cheguei hoje em frente ao computador (que não levo comigo) e deparo-me com muitas actualizações dos meus blogues para pôr em dia. Ao abrir os textos e as imagens de algumas das meninas que acompanho, senti receio. Eu fiquei estupefacta a olhar para os pratos de comida que habitualmente adoro observar e comecei a sentir desinteresse por eles. Não pelas descrições dos dias, pela maturidade de algumas, nem pelas metas e planos que têm pela frente, mas sim pelo rigor da contagem de ervilhas a colocar no prato.

E o dia chegou. E isto surgiu em mim. Verdade é que quero [muito, tanto] emagrecer. Verdade é que me quero curar do drama doces-compulsivos. Verdade é que adoro a temática alimentação saudável e exercício físico - felicidade. Mas mais verdade ainda é que olhar para pratos com comida contada à grama todos os dias, contribui com a dose completa para eu ficar ainda mais paranóica com tudo isto.

Não consigo colocar tudo aquilo que como num blogue, num diário, apesar de já ter tentado. Indo por esse caminho, acabo por ficar tão pressionada com a comida e tão mais preocupada, que vai tudo por água abaixo, dia menos dia. Tenho de ser menos restritiva, elevar a importância do meu bem-estar nesta minha cabeça e diminuir os pensamentos metódicos com comida. Eu tenho uma vida para construir. Tanta coisa em que pensar. Posso ser melhor hoje e ainda melhor amanhã. Posso ser diferente e fazer escolhas. Tenho um trabalho para acabar. Tenho que me formar enquanto pessoa. E não quero pesar comida. Eu quero falar em comida quando me apetecer falar em comida. E não fazer disso uma prioridade na minha vida. Mas poder contar como está a minha dieta e revelar também, como está a correr os dois meses finais deste meu actual trabalho. É assim que estou neste momento. Assim é a forma como me quero projetar. Eu quero mesmo ficar menos neurótica. E nem é por estar mais magra, que nem estou. É mesmo por tentar enverdar por um caminho sem pressões nem fixações. Já tentei tanto (!) ser metodicamente perfeita e percebi que isso, para mim, não se enquadrará jamais.

E sim, eu gosto especialmente de vos acompanhar. Rejúbilo com a vossa alegria e com as vossas conquistas, sim. Mas quero muito ser um espirito livre da contagem calórica constante em formato mental. É isso aí. Mentalizo-me, por ora, que vou conseguir estabilizar e ser mais livre, leve e solta de tudo aquilo que me prende, constantemente.

Há pessoas que leio que são verdadeiras lufadas de ar fresco na minha vida. Por pura inspiração. Por se terem adaptado há anos a uma alimentação sana e feliz. Porém, leio raparigas que tenho receio que estejam a passar por estes problemas mentais que eu passo diariamente com a comida - o síndrome contagem calórica em formato mental. E eu não quero depender disso! E sinceramente, odeio saber que vocês também passam por isso! A sensação top odioso que eu não consigo tolerar é a do vício.
Por exemplo, eu já bebi muito (vida académica) e deixei de beber por completo, pois achei que estava a ficar meio dependente daquilo para me divertir; já dependi demasiado do computador, optando assim, por não o utilizar nos meus fins-de-semana, o que resultou muito para o brilho da minha sanidade mental; já fui totalmente viciada no facebook do meu ex, um dia optei por eliminá-lo da minha rede, mas confesso que, muito de vez em quando, ainda o visito; já fui viciada em doces e.... to be continued!

:)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Discovery Travel Channel - Jordânia

Rania - Rainha da Jordânia, mulher do rei Abdullah

Enquanto almoçava o meu Caril de Legumes e frango com arroz basmati, visitei a Jordânia em uma hora.

Gosto bastante deste canal, visto que nos permite viajar sem sair do sofá. É tão importante conhecer novas culturas quanto é lavar o pipi todos os dias. Existe uma sobrevalorização e uma grande falta de respeito por algo que extrapola os parâmetros ditos normais do nosso pequeno país/cultura. Tudo o que mexe e tem rastas já não expira assim grande confiança, não é? Pois. Eu luto contra os meus preconceitos, eu luto contra os estigmas com os quais fui educada e, cada vez mais, banalizo a palavra normal.

Existem multi-factores que influenciam a nossa forma de estar na vida, mas decididamente, que o meio envolvente/cultura é o que mais nos influência a construção da personalidade.

E quando não se pode viajar, conhecer, pisar os diferentes solos, cheirar os diferentes aromas, falar com gentes diferentes, sentir o ar novo, arriscar a gastronomia - vale tudo - ler muito, ver canais como este, investigar, navegar e até mesmo fechar os olhos e sonhar o melhor que se pode.

Mergulhos na calçada.

Entretanto, no meu planeta pouca sorte, iniciando a minha corrida, estatelei-me por completo na calçada. Fui, carinhosamente, socorrida por duas crianças. Fizeram uma carinha de assustados e o menino disse-me "tás bem?". Ohh queria mesmo dar lhe muitos abraços e chorar no pequenino ombro dele. Mas achei que tinha que dar o exemplo e ser forte. ahaha

Registem nesse vosso diário mental que se eu sobreviver a estes meses, vou sobreviver a tudo na Vida.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

E lá estava eu...


..depois de faltar ao trabalho, de uma infeção enorme no dente (o meu primeiro molar a ir à vida), de continuar sem menstruação, de dores na alma, de muitos e profundos erros cometidos, a dançar como se estivesse a ser observada, em frente ao espelho branco do meu quarto, a fingir que era muito feliz e que tudo me corria divinamente bem.

Alguns chamam loucura, eu não sei definir, sinceramente. Acho que eu sou mesmo assim. Não costumo chorar um dia inteiro. Porém, o plano agora é rir muito um dia inteiro, seguidinho.

Bom dia!