Sim, assumo perante o mundo, que este é o meu pior defeito. Eu sou uma egoísta de primeira. Sou egoísta nas minhas partilhas de tempo, sentimentos, emoções, ou seja, sou egoísta por não partilhar o melhor que a vida me dá com os que me rodeiam. Se falarmos de coisas materiais, essas, eu partilho, claramente. Se tiver três bolachas eu dou, sem pensar, as três bolachas. Se me pedirem dinheiro na rua, eu cedo quase sempre, sem grande esforço, mesmo sabendo que, talvez, nem seja para comprarem propriamente comida. Eu prefiro deixar de comer as coisas boas que tenho em casa para dar. Isso não me faz diferença. Não importo nada de partilhar tudo o que tenho em modo material. Eu cedo a minha cama e a minha casa a quem precise. Como o fiz esta semana. Mas isso faz alguma diferença? Isso são bens materiais que nós sabemos, perfeitamente, que voltaremos a ter a qualquer momento.
Mas e o nosso bem-estar? Isso sim é partilhar. Isso é a maior prova de desenvolvimento pessoal. Essa é a melhor característica, para mim, num ser. Como um cão consegue partilhar o seu amor com os outros e tudo aquilo que lhe dá é atenção e carinho. Conseguem perceber o meu ponto de vista?
Eu tenho sérias dificuldades em abdicar disso. Sofro muito com essa minha característica. Por exemplo, ontem fui fazer desporto com uma amiga. Ela não consegue correr e eu também não corri. Fiquei danada da silva com aquilo. Não demonstrei, mas só eu sei como estava. Não por ela não correr, mas sim por eu não correr e não cumprir as minhas metas. Não gosto de fazer desporto em conjunto, prefiro ir sozinha, ouvir a minha música e fazer tudo à minha maneira. Gosto de ver televisão sozinha, gosto de ir à praia sozinha, gosto de fazer o percurso para o trabalho sozinha. E isto são as porcarias das consequências de estar eternidades sozinha, de ser filha única e de ter pais separados, tendo crescido e brincado, maioritariamente sozinha. E a solidão faz-me mal.´
Estou, porém, a dar alguns passos no caminho da cura. Se não, vejamos: hoje aceitei almoçar com a minha colega de casa num restaurante chinês que serve buffet. E o meu almoço saudável ficou em casa e lá vou eu comer fritadas e enfarta brutos, aka conviver. E para a semana lá vou eu lanchar umas mega tostas que uma amiga minha quer por que quer comer aquela coisa e tem de ser a meias. E eu já estou a gemer pela gordura que aquilo tem. Ai mãezinha que não me dou escapado!
É, tudo pode ser explicado pela psicologia. E eu sou um caso perdido em recuperação. Tento reverter a situação desde que me conheço por pessoa. Que indivualismo, senhor! Vergonha! Egoísta em recuperação me assumo, por completo!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Siga, Agosto!
E pronto, o mês de Julho já passou. Foi um mês completamente auto-destrutivo para mim. Fiz planos que ao fim e ao cabo foram um autêntico fiasco e sairam bem pior do que qualquer previsão de céu nublado para Sul, tive férias que poderiam ter sido aproveitadas de uma forma completamente diferente e melhor, zanguei-me com os meus, afastei-me mais dos outros e também daqueles que me pertencem, fui mais imperfeita ainda como pessoa, perdi cabelos e ganhei peso com os nervos que se me deram. Mas, e há sempre um Mas para nós nesta vida, abençoadamente, recusei o arrastão para o fundo do poço e ainda mesmo em Julho decidi mudar o balanço negativo do mês! Encarei de frente os últimos 10 dias e fiz uma reaprogramação ao meu roteiro. Tentei não elaborar planos demasiado restritivos, perceber que precisava de dar babe steps e que na vida, mais importante que a velocidade é a direcção. Emagreci 2 kgs, dei atenção à minha família e atendi telefonemas de amigos. Entre almoços com o avô, entre mergulhos e cambalhotas aquáticas com a mãe, entre conversas demoradas com a avó, consegui sorrir de novo.
Faltam 3 meses certos para o final deste meu estágio profissional. Eu só quero tanto sair daqui que se não me controlar, instala-se a mãe de todas as ansiedades na minha pessoa. Quero que a terra que me viu crescer me ajude a reabilitar-me e a ser feliz, quero ficar bem perto das minhas gentes e encontrar um novo rumo - mais firme, mais seguro, mais meu. Mais lá para a frente volto a falar neste assunto, logo se vê. Vou ter que viver um dia de cada vez, com muita força e muita garra para chegar ao final de Outubro sã, livre e preparada para mudanças.
Faltam 3 meses certos para o final deste meu estágio profissional. Eu só quero tanto sair daqui que se não me controlar, instala-se a mãe de todas as ansiedades na minha pessoa. Quero que a terra que me viu crescer me ajude a reabilitar-me e a ser feliz, quero ficar bem perto das minhas gentes e encontrar um novo rumo - mais firme, mais seguro, mais meu. Mais lá para a frente volto a falar neste assunto, logo se vê. Vou ter que viver um dia de cada vez, com muita força e muita garra para chegar ao final de Outubro sã, livre e preparada para mudanças.
Siga, Agosto, ora pois!
terça-feira, 31 de julho de 2012
E tu?
Estes são alguns dos meus pequenos prazeres. Pequenos-almoços e lanches prediletos. A minha vida também se pauta por toda esta simplicidade. A bela da torrada, o belo do croissant misto, o bom e velho galão. Tradicional. Simples. Sem invenções. Confortável. Tão eu.
E precisa-se dizer também, que a manteiga tem de ser mandada passear e o croissant tem de aparecer só quando o Rei faz anos ou vá, quando ele está mais virado para a rambóia.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
"Amor e Carinho, tudo vence"
E foram três dias em pleno. Que fim-de-semana abençoado por Deus. Obrigada, Senhor! Neste fim-de-semana, consegui fazer muitas coisas boas, que me fizeram muito, mas muito bem:
- Tive tempo de qualidade com a minha família;
- Muita praia e piscina com a minha mãe e com a minha Joaninha (menina que ajudei a criar);
- Dormi sonos reparadores e com qualidade na minha cama grande (sofro com camas pequenas, logicamente, a pessoa é grande, logo, também precisa de camas graaaaaandes);
- Comi bem! E quando digo bem, é bem, mesmo. Abdiquei de todos os chocolates e gelados que moravam lá em casa para continuar a sentir-me equilibrada. E assim pude desfrutar melhor de todas as refeições que a minha avó preparava. Almocei à mesa com o meu avô, como aliás amo fazer, sem me preocupar com nada. E comi muita melancia, que adoro, deu para enganar bem a vontade (que quase não tive) de doces;
- Fiz depilações em todos os lados possíveis e imaginários;
- Dei mais atenção aos meus amigos (esta é quase irrisória, pois não dei ainda nada daquilo que preciso dar);
- Vi um episódio de "Casos da Vida" na Tvi e adorei. Estava a fazer zapping e fiquei absolutamente encantada com aquelas cenas. Relata o caso de uma Mulher-Mãe-Corajosa com uma força e um Amor para dar fora do comum. Fiquei com a frase "Amor e carinho, tudo vence" na cabeça e jamais vou conseguir esquecer. Pelo menos, assim espero. E este fim-de-semana teve tudo a ver com isso. Longe da solidão e perto do meu coração, encontrei-me de novo;
- Fui feliz. Um bocadinho mais equilibrada.
E agora é enfrentar a semana e investir em mais (muitos mais) dias assim. Felizes. Melhores.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Que seja um fim-de-semana sem invenções. Amén!
A vida é simples. Para quê inventar?! Na simplicidade é que está o ganho. Ora bem, vamos lá para um fim-de-semana de familiazice, mimanços, depilações, praias, continuação de alimentação correcta e simples e relaxamento.
Que assim seja, Senhor meu. Que assim seja. :)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Auto-conhecimento(S)
Como sabem preciso de perder peso. E como sabem também, tudo isto tem que ver com o meu actual desequilíbrio emocional.
Por norma, leio muitos blogues de alimentação saúdavel, algumas revistas de fitness, investigo e até já pedi conselhos online a profissionais. Preciso de menos 5/6 kilos. Pouco para quem tem tanto a perder, eu sei. Que vergonha! E eu teimo em não ser eficaz. Mas quero dizer que, na verdade, ninguém vai lá copiando os planos alimentares que os outros fazem, ou seja, seguindo à risca tudo o que é indicado por profissionais ou amigos. O teu corpo é o teu corpo! Há pessoas que comem x e outras que comem y e ambas conseguem perder a mesma percentagem de gordura no mesmo espaço de tempo.
Ontem, por exemplo, eu testei o meu corpo, mesmo sem ter intenção disso. A minha colega de trabalho fez anos e, sendo assim, comprou um pastel de nata para cada um. Assim que soube do presente facto, eu comecei logo a entrar em processo geral de pânico. Que para quem desconhece, significa começar a ter uma vontade imensa de devorar tudo o que é doce, logo após término do primeiro doce. E deu-se. Comi o pastel de nata e entrei em modo desespero físico e psicológico para comer mais e mais doces. Mentalmente, escolhi tudo aquilo que iria comer. Os bolos, os chocolates e os gelados. E, assim, satisfazer os meus impulsos (impulsivos) (!).
Saí do trabalho e decidi, heroícamente, não o fazer. Cansei-me de sofrimento, mas parei pelo pastel de nata. Cheguei a casa, lanchei melancia e passou (devagarinho como a morte lenta, diga-se). Ainda tive sentimentos de culpa pelo pastel de nata, porém compreendi que o meu dia, afinal, poderia ter um balanço extremamente positivo. Afinal de contas, eu tinha primado por uma alimentação correcta e equilibrada, portanto não iria engordar e até poderia mesmo emagrecer. E ontem no pequeno-almoço, ainda experimentei introzudir na dieta, algo que muitos temem. Tomei as minhas habituais torradas com leite chocolate da Gresso, o qual apresenta uma das melhores tabelas nutricionais do mercado, mesmo quando comparado com a marca mimosa light.
Tenho um amigo, como já contei no blogue, que perdeu [imenso] peso alimentando-se, apenas, de forma mais saudável. Sem a dieta xpto do médico top, sem iogurtes xpto da marca xpto magra, sem alimentos top, sem marcas top, sem sementes top, sem aveias top, sem barritas top e sem gastar muito dinheiro com isso. Só racionalizando a alimentação e fazendo exercício físico. Ele chama-se força de vontade e o seu sobrenome é determinação. Não poderia dar melhor exemplo para contextualizar o meu ponto de vista.
Hoje de manhã pesei-me e emagreci. Chama-se racionalizar, compreender e descobrir. Significa que não supero uma fase conturbada de quantidades grandes de açúcares com uma folha de alface por dia. Mais vale aumentar as quantidades de comidas certas do que aumentar as compulsões por doces. O próximo passo é desmistificar o pão ao lanche. Muitos são os que dizem que não resulta. Eu faço exercício físico e já como pão de manhã, mas se isto me ajudar a abrandar a gula e impulsionar o meu emagrecimento, deixo as frutas e tortitas de lado e passo a comer uma fatia ao lanche também. :)
Eu sei que o auto-conhecimento é a chave para tudo. Ouvir o corpo, ouvir a mente e dar respostas. Nós sabemos, não é? E mesmo assim, não o colocamos em prática. CHATO!
E na hora da escolha da licenciatura, eu também não me ouvi. Épico. Deveria estar, completamente, surda nesse dia. :|
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Away
Ando um bocadinho distante de mim. E também ando um bocadinho distante do meu blogue. E dos blogues que leio. Das coisas que gosto e do amor que tenho no peito. Gosto da vida simples, feliz e colorida. Gosto de animar toda agente em meu redor. Dou sorrisos a desconhecidos e digo "Bom dia" com muita força e energia. Como aprendi que a vida é isto, estou incomodada com esta instalação permanente de mau-estar em mim.
Por isso, escrevo pouco.
E por isso também, encurto as deixas.
Na verdade, não tenho honrado o papel principal que tenho na minha própria vida.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Uma aventura na Igreja Evangélica
Eu, por norma, tento não criticar nada nem ninguém sem passar pelo veredito da experiência. Só passando pelas situjações posso tirar as minhas próprias conclusões. O que por si só, também não deixa de ser apenas e só, a minha opinião. E é moldável. Vou construíndo e modificando opiniões, a todo o momento, ou não fossemos nós seres, total e infinitamente, em construção.
E então se o assunto é religião, respondo-vos que estou constantemente a alimentar as minhas dúvidas. Leio muito sobre a religião Espírita, estudo, acompanho algumas reuniões e sim, acredito nos seus fundamentos. Mas a dúvida alimenta o meu ser, tanto mais em algo que não é racional, nem tampouco se vê com os olhos.
Não tenho estado a ultrapassar uma fase fácil, como sabem e são nestes momentos de insanidade, que todas as dúvidas e pensamentos feios invadem a minha cabeça como se ela mesma fosse uma metralhadora carregada e pronta a disparar.
Ontem queria sair do trabalho e não ir, de imediato, para casa. Caminhei furiosamente, caminhei, caminhei, sentei-me num banco de jardim e tentei não comprar alimentos de lixo. Andei mais. Andei tanto que dei por mim a dar a maior volta que poderia ter dado para chegar a casa. E deparo-me, mais uma vez, com uma sala silenciosa da Igreja Universal do Reino de Deus. Entro sem pensar e tento ler tudo o que estava nos papéis afixados, como quem procura uma ajuda e um milagre. De repente, entra um senhor brasileiro e dirige-se a mim, dizendo para me sentar e desabafar com ele. Ora, não deveria, nem o conhecia! Mas eu sentei-me. Quase que hipnotizada por aquele bondoso gesto de ajuda.
O senhor começa a falar comigo, a explicar-me o que significado desta religião (juízo final, céu e inferno) e a questionar-me o que me atormentava e o que me tinha, afinal, levado a entrar ali. Nem eu sabia, senhores!Eu só abri a boca umas duas vezes e disse apenas que estava triste e deprimida. Ele convidou-me a assistir à palestra deles pelas 8p.m e eu disse-lhe, sem pensar, que sim. Gosto de aventuras e de desafios.
Fui a casa, lanchei, equipei-me para a corrida e pensei para comigo que, se não fosse aquela palestra, não ficava bem. Eu queria mesmo perceber o que aquilo é, o que move tanta gente a dizer que se curou de tantos males e também para aceitar, simplesmente, o convite a curar-me deste estado.
E fui à palestra. Entro e deparo-me com um cenário diferente e que seria, para os mais sensíveis, algo mais assustador. Uma sala com algumas pessoas de diferentes faixas etárias, dois "pastores" e alguma confusão. Pessoas a falarem com Jesus em voz alta e ao mesmo tempo. O pastor a gritar, literalmente. A tentar dar ordens aos supostos espiritos malignos que lá estavam. Ele também falava directamente para mim (chamava pelo meu nome) e ironizava a minha religião. Porém, eu continuava lá. Estranhei o facto das pessoas levarem consigo carteiras e envelopes, mas permaneci até ao fim da sessão. Eu senti-me uma jornalista, basicamente. Sentei-me e ouvi mais coisas estranhas. Mas eu, no fundo, não estava à espera de nada de mais extraodinário, mas heis o momento em que tudo ficou claro para mim. O pastor pede dinheiro às pessoas. O pastor pede ofertas como "sacrificios". Aliás, ele pede 10% dos rendimentos dos fiéis. Sim. Incentiva e "ajuda" nos negócios e pede, também que nos próximos dias levem dízimos desse dinheiro. Pelo que entendi, as pessoas oferecem mais do que esses 10%.
Sinceramente, fiquei chocada e desiludida. A todos os estudos que participo na religião Espirita, nunca ninguém sequer falou em dinheiro. O que fazemos é tentar desvendar a religião. Estudar, a sério. Ler e investigar. Entre-ajuda. Encontrar sentido na Vida. Perceber quem é Deus que todos falam, mesmo aqueles que não acreditam nele. O quão imperfeitos somos e tentar melhorar todos os dias, nem que seja um milimetro.
Fiquei ainda mais chocada por existirem realidades tão diferentes neste mesmo mundo. Louvo a fé de quem acredita desta maneira. Louvo a fé de quem oferece dinheiro assim por serem tão bem convencidas pelos pastores. A sério que sim. Mas desta forma, eu não consigo acreditar nem ir lá mais. Fui questionar uma rapariga (16/17 anos) que lá estava com a sua mãe e que me afirmou que sim, acredita no evangelismo e não acha estranho as ofertas que solicitam, visto que a coisa mais dificil de dar é o nosso dinheiro e isso sim é o maior sacrificio esperado.
O bom disto é que eu adorei a experiência. Sim, adorei. Adoro conhecer novas realidades, apesar de ter ficado desiludida com o que aquele pastor me ofereceu inicialmente. Não quero voltar. Para quê? Deixar-me convencer e olhem que eles fazem isso, incrivelmente bem, que dar o dinheiro que tanta falta fará a muito boa gente que passa fome, para as mãos de gente que quer enriquecer assim? Não. Mas louvo, como disse, a crença de cada um. Só espero que cada uma dessas pessoas que lá estava seja ou se torne, verdadeiramente, feliz.
E pronto, saí de lá às 21:30 p.m, música alta e animada nos ouvidos e fui correr 30 minutos. :)
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Tempos
Falta uma hora para sair do trabalho. Falta uma hora para, supostamente, entrar em casa e estar, repetitivamente, agarrada ao computador ou à televisão. Como, aliás, passei este fim-de-semana. Não vou para casa assim que sair do trabalho. Não vou! Não vou! Preciso ver pessoas, mergulhar no Sol, nem sei para onde vá, só sei que vou. Pena não estar menos calor para ir correr com muita música. Isso só lá para as 8 p.m.
Percebem agora o porquê de tanta coisa estar a acontecer comigo nestes últimos tempos? Acho que provei um bocadinho do que é a solidão.
domingo, 22 de julho de 2012
É domingo?
Esta foi uma noite péssima, insana e deprimente. Fiquei todo o fim-de-semana sozinha na cidade onde trabalho. De qualquer forma, por volta das 7.45a.m já estava a correr. Necessitava exorcizar os meus fantasmas, para além de precisar queimar calorias. Fiz cerca de uma hora de treino em jejum.
Comprei um aparelho para ouvir música enquanto corro, mas a verdade é que não percebo nada daquilo. Tem diversas funções pelo que entendi, porém estraguei aquilo com pouco - coloquei lá uma música com vírus, fazendo com que o bendito aparelho parasse sem volta a dar, sem eu conseguir fazer nada, trocar de música, apagar a música, nada. Odeio tecnologias. E eu que estava com uma pica fenomenal devido ao som dos Sweedish House Mafia.
Cheguei a casa bem-disposta e ainda dormi um bocadinho. Agora já estou aqui com um pequeno-almoço que se quis bem fresquinho - melancia com iogurte natural e 2 weetabix.
sábado, 21 de julho de 2012
Também tenho bons hábitos, sabiam?
Este deve ser o mais ridicularizado exercício de auto-ajuda de toda a eternidade, mas vou servir-me dele como recurso último de ânimo. Então vamos lá ver quais são os bons hábitos, as coisas boas, que eu afinal, também tenho:
- Eu, por norma, não como fritos (rissóis, pastéis, batatas fritas, folhadinhos);
- Eu não como molhos e molhinhos;
- Eu não como pão à refeição, só ao P.A e/ou lanche;
- Adoro pão escuro com sementes;
- Eu não sou de comer produtos de charcutaria, como presunto, queijos salgados, enchidos, etc.
- Eu adoro fruta;
- Eu bebo 1,5lt de água por dia, sempre, sem excepções;
- Eu como muitas vezes ao dia;
- Eu não sou de pratadas de comida; aliás o meu mal são mesmo só os doces :(
- Eu faço exercício físico, mas podia ser bem mais, em quantidade e qualidade;
- Eu, normalmente, vou ao fundo do poço com alguma facilidade, porém sei, exactamente, que pulo, sucessivamente, até ao dia que chegue ao cimo, de novo, para ver a luz do Sol.
Bom fim-de-semana, míudagem'
sexta-feira, 20 de julho de 2012
A saga continua
Ontem foi tão complicado resistir. Foi tããão dificil. Sem palavras.
As horas mais complicadas de resistir são a minha hora de almoço e logo depois de sair do trabalho, durante a tarde. Na minha hora de almoço, opto quase sempre por almoçar no local de trabalho. Preparo tudo, trago para cá e almoço num curto espaço de tempo. Como tenho uma hora e meia de almoço, fico com a hora tooooda só para mim e, não me apetecendo estar fechada aqui essa enorme quantidade de tempo, a solução mais fácil é ir beber um café e começar a asneirar por aí adiante.
Ontem ao sair do trabalho, antes das 6.00pm, pensei em todas as formas de começar a entrar em cafés e supermercados. Não me apetecia ir para a casa e a minha cabeça utilizou vários esquemas para que eu cedesse à tentação. Ora era por ir fechar-me, sozinha, em casa. Ora era por estar sozinha nesta vida. Ora era por ser, mais uma vez, a maior vítima da sociedade e tinha que ter alguma alegria. Ai! É tão dificil que até chega a doer no corpo. A sério. Mas fui para casa! Por volta das 8:00pm e, depois de uma luta interior enoooorme, decidi sair de casa, sem dinheiro e caminhar por um tempo. A pressão foi tanta que me deitei num banco de jardim a chorar. Acho que jamais me irei esquecer desta imagem. Chorei por isto, chorei também por tudo o que se tem passado na minha vida. Por tanta coisa e por nada. Tive uma enorme dificuldade em adormecer e não descansei nada de jeito.
Porém, sempre que me doía o corpo e a minha alma gritava, eu simplesmente pensava - se deslizo, não vou conseguir suportar o pós-consumo. Isso sim, vai ser bem mais complicado do que se não comer. E estamos assim, um dia de cada vez, um desafio de cada vez.
Estou a matar crocodilos com beliscão, basicamente.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Idas épicas ao supermercado e as drogas mascaradas
Depois do trabalho, 6.00 p.m, decidi a medo que tinha de ir ao supermercado comprar algumas coisas. É claro que fiquei com receio de escorregar, derrapar e cair. Se é que me faço entender. Sair do trabalho, com alguma fome e ir ao supermercado é terrível para uma pessoa norma, quanto mais para uma pessoa em dieta/reabilitação. Com o calor que estava e a mente desorganizada que tenho, poderia muito bem dar em gelados e chocolates. Ainda liguei à minha colega de casa para ir comigo às compras, com companhia era mais seguro, porém não me atendeu. Saí e fui sozinha. Intermaché. Abasteci primeiro o carro com gasóleo suficiente para as viagens de fim-de-semana até à minha bela terrinha e segui, para dentro do supermercado.
Bom e aqui começa o filme. Peguei nos magnum sandwiche, peguei nos milka, peguei nos snickers, larguei. Namorei, cheirei, apalpei. Não levei. Senti-me uma drogada em fase de reabilitação. E na verdade, sou mesmo. O açucar é uma droga. O açucar torna-se num vicío quando consumido, de forma descontrolada. Aliás, é dos vícios mais perigosos, já que nenhuma droga é tão exposta como os produtos com açucar. Bolos, gelados, chocolates, etc. Consumido em pouca quantidade e inserido numa dieta equilibrada, na qual existem regras e excepções, não existe qualquer perigo, no entanto, se fazemos da excepção, uma regra, existe sim, uma enorme taxa de probabilidades de viciar. E foi isto que se passou comigo. Estava há uns belos 6 dias sem doces, sem ingerir nada calórico e depois de um cheat day (sábado), seguiu-se um um repeat de três dias consecutivos sem conseguir parar de comer doces. Também vos custa horrores parar depois de uma cheat meal, certo? A vossa cabeça fica mais em modo doces, certo? É extremamente importante dar ao corpo aquilo que este precisa. Por isso, é importante a cheat meal para o corpo&mente, mas mais importante que isso é o dia seguinte, o saber parar. O dia seguinte é, inteiramente, decisivo.
Como podem ler aqui, existem estudos que comprovam estas minhas palavras. E portanto, estou numa fase de ressaca. Custa muito ao corpo&mente, estes dias de abstinência. Nos estudos efectuados, referem que durante 3 semanas é que o corpo assume os novos paladares e os novos hábitos. Vamos trabalhar para isto.
Workout de ontem: 30 minutos heroícos de corrida mais uma pequena caminhada. O meu corpo não aguentava mais tempo de corrida, sucederam-se arrepios no pescoço atrás de sensações de mau-estar. Parei e caminhei sem neuras. Fui ao limite do meu corpo. Que bom. Comi uma sopinha e fui dormir. Sem dramas. Não comi nada de mau, ontem.
Se olharem para mim, tenho mais 5/7kgs no meu corpo. Mas é, sobretudo, o peso da minha mente que quero tanto tirar. Esses são muitos mais do que esses 7kgs. Siga!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Ontem sim, foi um grande 17 de Julho
Sobrevivi ao calor, passei um dia "sóbria", dei uma luta enorme à minha mente e marquei alguns pontos com a alimentação que dei ao meu corpo (ou medicação natural):
- 2 fatias de pão escuro com philadelphia light + chá
- 2 ameixas;
- Sopa + abacaxi com queijo fresco matinal (pouco, sem proteínas e atípico, mas a lei da desintoxicação não falou, gritou);
- um iogurte magro do pingo doce aroma morango (tem muito açucar, não comprem isto);
- 2 tortitas milho (sabor a pipocas na minha boca) + 1 laranja;
- Sopa de legumes&coentros.
E antes do jantar, por estar atacada dos nervos, decidi dar luta e não ceder ao caminho mais fácil. Vai daí, incorporei o plano de guerra: ténis, calças fit (para um corpo não fit, boring), t-shirt larga, contrariar a força do "estou maaal, estou aborrecida, está calor, vou derreter e são 8.00 p.m, vou choraar, a minha vida, sou uma vítima deste mundooo" e chave na mão. Fui marchar passo por uma horinha. Confesso que, apesar dos devaneios alimentares, tenho feito algum exercício. Mas há umas semanas que sou incapaz de correr. Vou voltar! Quero e preciso muito de correr. Caminhar não me chega, simplesmente. Ainda tentei fazer musculação em casa com uma espécie de tijolo (sim!), porém não sabia técnicamente o que fazer com aquilo. Sei lá, quero um pt só para mim. Pode?
O pequeno-almoço de hoje soube ainda melhor e foi o mesmo de sempre - pão escuro, café com leite, fruta. Simplesmente o corpo quer e precisa, de novo, desta rotina por definitivo. Mas é melhor não jogar foguetes, as canas podem cair, diretamente, em cima da minha cabeça. Sinto-me melhor, porém ainda fraca. Hoje para o almoço, trouxe um frango assado no forno com esparregado acompanhado de salada tomate&pepino. E acho que está salgado, como tudo. Não se pode crer.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Hey meninas, mudemos de ares, sim?
Vamos animar este blogue, pelo Amor de Deus! Estou bem, não se preocupem! Vamos em frente, vá vá.. Como diz o brasileiro - Vida que segue.
E tem um ar de homem normal que me seduz. Estava bom calor para um mergulho a dois, estava.
Nós por cá
- Pedi conselhos online a uma nutricionista que me disse quase tudo aquilo que eu faço e que tenho conhecimento, portanto não vale a pena, emagrecer é uma ciência exacta que junta 1 (eu) + 1 (minha força de vontade) = 2 (eu+minha força de vontade);
- Não estou a conseguir como tanto quero e previ. E não, não é desleixo, é mesmo doença;
- A vida é irónica como'o'caraças e dá voltas como'o'caraças, se há uns meses estava a ser convidada por duas agências de modelos para fazer alguns trabalhos (que tive de adiar), neste momento, estou a vestir túnicas atrás de túnicas como bóias de salvação da minha aparência;
- O autocontrolo é uma cena que, às vezes, me assistia e que agora nem por isso;
- Sou dura como'o'caraças (oh para mim a panicar) e vou conseguir voltar à boa forma!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Alguns Capítulos do fim-de-semana
Familia
Praia
Melancia
E pronto, mais um fim-de-semana que se passou. Bem aproveitado, diria. Porém, este foi mais um dos que entrou para a estatistíca dos fins-de-semana em que não fiz tudo aquilo que queria e no qual alguns dos meus planos me saíram, completamente, furados. Ainda assim, recheei o meu fim-de-semana com coisas boas em prol da minha sanidade mental. As menos saudáveis também existiram..! Esperemos que essas estejam cada vez menos presentes nas minhas listas de fim-de-semana. Devagar, devagarinho, não é? Até porque, levantar cedo, comer bem, aproveitar o tempo todo, estar presente na vida de quem amo e dormir bem é, definitivamente, a fórmula perfeita dos meus fins-de-semana felizes. E de todos os dias felizes, diria.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
I need a little bit of perfection
Hummmm, deitar-me depois do almoço, num quarto acolhedor e mágico, cedendo a todo este meu cansaço de uma semana intensa e cheia de trabalho. Fechar, vagorosamente, as pestanas, ronronando como um bichinho satisfeito e adormecer, deliciosamente, como uma princesa sem ervilhas no colchão.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Passos em falso e saltos em comprimento
Evito falar nas coisas mais profundas da minha vida, aqui no blogue. E na maioria das vezes, apetece-me mesmo, verdadeiramente, falar somente sobre alimentação e exercício físico. E que é, também, uma das minhas paixões. Não que isso não seja um tema profundo, interessante e logicamente, variado. Mas sinto que realmente não me apetece, na maioria dos dias, falar (aqui e com amigos) sobre o estado do meu coração, dos dramas profissionais, da minha família, das minhas coisas mais pessoais. Falo, já falei e vou continuar a falar, de certeza. Porém, não tenho por norma, escrever sobre isso, todos os dias. Escrevo por divagação, do que me apetece falar nesse momento, de uma das mil e trezenta e trinta coisinhas que me passam pela minha mente depravada. Então, a alimentação e o fitness é daqueles temas que está diariamente presente, na minha vida. Por isso, é disso que mais tenho para contar. As minhas crónicas são mesmo da miudice e, incluém tudo o que existe nesta vida real de gigantes, palhaços e saltos em comprimento.
Hoje apetece-me, definitivamente, falar um pouco da minha vida profissional, fazendo uma auto-análise crua e, o menos floreada possível, à minha pessoa. O que me ajuda a ver, claramente, o que ando aqui a fazer nesta mundo! [ i need know me].
Na escola primária, sempre fui boa aluna. Era daquelas crianças que adorava ir para a escola e era, consideravelmente, paparicada pelas professoras. Tinha boas notas e adorava língua portuguesa (livros mágiiicos), principalmente quando tinha de utilizar uma espécie de escrita criativa nas boas e velhinhas composições. Matemática era aquela base.. fazia-se, mas não com grandes facilidades, como os meus colegas que, se davam ao luxo de fazer contas de cabeça. Não. Pois que nunca me deu para ter cabeça de tabuada. Mas a coisa dava-se! A minha avó ajudava a decorar a tabuada e lá conseguia qualquer coisita nas avaliações e tpc's.
No colégio, este mesmo cenário, sempre se repetira. Boa aluna nas letras, menos boa aluna nas matemáticas. Tinha explicações a matemática, por isso tirara boas notas às duas áreas e não tinha, mesmo, motivos para queixas ou negativas. A par dos estudos, trabalhei, desde os quinze anos, durante o verão em restauração e hotelaria, o que influenciou a minha noção do quão dificil é ganhar a vida, incentivando o meu sonho de faculdade, sustento, independência e altos voos.
No secundário, quando tive que escolher uma área definitiva para seguir, obviamente que decidi seguir pelas humanidades. E, bingo! Moro numa terra pequena e, de facto, essa área não tinha alunos suficientes. Restara-me administração e cientifico-natural. Escolhi admnistração, completamente frustrada, mas querendo fugir às matemáticas e aos números. Os anos foram enrolando erros entre si e, apesar de convicta de que queria era algo relacionado com letras, deixei-me levar ao sabor da crítica. Sim, da crítica. Não me enganei na palavra.
As minhas escolhas para o próximo passo da minha vida eram todas para Jornalismo, direito, ensino de português, ou seja, para as letras. Eu não sabia ao certo o ponto, mas sabia a direcção da bússola. E a reacção de (quase) todos era, principalmente dos meus, era a mesma- "isso são áreas sem futuro algum, vais morrer de fome".
Escolhi Gestão de empresas e entrei para a faculdade com média de 16, sendo que para ingressar em gestão pediam média de 9,5. E pronto, deu-se um dos maiores passos em falso da minha vida. Já trabalhei na minha área em diversos locais. Neste momento, estou a fazer um estágio profissional. Sou infeliz com isto e não tenho certezas para avançar e fazer 180º à minha vida. Tendo vontade, não tenho suficiente!
Só penso no que, outrora, a minha professora de português escreveu num dos meus testes do décimo segundo ano - "não desistas desta área, segue via profissional disto, a tua escrita está muito boa".
E eu adoro escrever! Eu adoro português, desde sempre. Não que tenha uma escrita e uma gramática de gente graúda, mas o prazer que retiro disto é, sem dúvida, interminável.
Não tenho coragem, ainda hoje, para formar-me numa área que é, maioritariamente, excluída pelas estatísticas de colocação. Se voltasse atrás com dezoito anos, era o que faria, sem pestanejar. Mas quem é que com dezoito anos (ou menos) sabe, convictamente, o que quer fazer para toda a vida? Poucos, mesmo poucos.
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