sexta-feira, 27 de julho de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Auto-conhecimento(S)

Como sabem preciso de perder peso. E como sabem também, tudo isto tem que ver com o meu actual desequilíbrio emocional.
Por norma, leio muitos blogues de alimentação saúdavel, algumas revistas de fitness, investigo e até já pedi conselhos online a profissionais. Preciso de menos 5/6 kilos. Pouco para quem tem tanto a perder, eu sei. Que vergonha! E eu teimo em não ser eficaz. Mas quero dizer que, na verdade, ninguém vai lá copiando os planos alimentares que os outros fazem, ou seja, seguindo à risca tudo o que é indicado por profissionais ou amigos. O teu corpo é o teu corpo! Há pessoas que comem x e outras que comem y e ambas conseguem perder a mesma percentagem de gordura no mesmo espaço de tempo.
Ontem, por exemplo, eu testei o meu corpo, mesmo sem ter intenção disso. A minha colega de trabalho fez anos e, sendo assim, comprou um pastel de nata para cada um. Assim que soube do presente facto, eu comecei logo a entrar em processo geral de pânico. Que para quem desconhece, significa começar a ter uma vontade imensa de devorar tudo o que é doce, logo após término do primeiro doce. E deu-se. Comi o pastel de nata e entrei em modo desespero físico e psicológico para comer mais e mais doces. Mentalmente, escolhi tudo aquilo que iria comer. Os bolos, os chocolates e os gelados. E, assim, satisfazer os meus impulsos (impulsivos) (!).

Saí do trabalho e decidi, heroícamente, não o fazer. Cansei-me de sofrimento, mas parei pelo pastel de nata. Cheguei a casa, lanchei melancia e passou (devagarinho como a morte lenta, diga-se). Ainda tive sentimentos de culpa pelo pastel de nata, porém compreendi que o meu dia, afinal, poderia ter um balanço extremamente positivo. Afinal de contas, eu tinha primado por uma alimentação correcta e equilibrada, portanto não iria engordar e até poderia mesmo emagrecer. E ontem no pequeno-almoço, ainda experimentei introzudir na dieta, algo que muitos temem. Tomei as minhas habituais torradas com leite chocolate da Gresso, o qual apresenta uma das melhores tabelas nutricionais do mercado, mesmo quando comparado com a marca mimosa light.
Tenho um amigo, como já contei no blogue, que perdeu [imenso] peso alimentando-se, apenas, de forma mais saudável. Sem a dieta xpto do médico top, sem iogurtes xpto da marca xpto magra, sem alimentos top, sem marcas top, sem sementes top, sem aveias top, sem barritas top e sem gastar muito dinheiro com isso. Só racionalizando a alimentação e fazendo exercício físico. Ele chama-se força de vontade e o seu sobrenome é determinação. Não poderia dar melhor exemplo para contextualizar o meu ponto de vista.

Hoje de manhã pesei-me e emagreci. Chama-se racionalizar, compreender e descobrir. Significa que não supero uma fase conturbada de quantidades grandes de açúcares com uma folha de alface por dia. Mais vale aumentar as quantidades de comidas certas do que aumentar as compulsões por doces. O próximo passo é desmistificar o pão ao lanche. Muitos são os que dizem que não resulta. Eu faço exercício físico e já como pão de manhã, mas se isto me ajudar a abrandar a gula e impulsionar o meu emagrecimento, deixo as frutas e tortitas de lado e passo a comer uma fatia ao lanche também. :)

Eu sei que o auto-conhecimento é a chave para tudo. Ouvir o corpo, ouvir a mente e dar respostas. Nós sabemos, não é? E mesmo assim, não o colocamos em prática. CHATO!

E na hora da escolha da licenciatura, eu também não me ouvi. Épico. Deveria estar, completamente, surda nesse dia. :|

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Away

Ando um bocadinho distante de mim. E também ando um bocadinho distante do meu blogue. E dos blogues que leio. Das coisas que gosto e do amor que tenho no peito. Gosto da vida simples, feliz e colorida. Gosto de animar toda agente em meu redor. Dou sorrisos a desconhecidos e digo "Bom dia" com muita força e energia. Como aprendi que a vida é isto, estou incomodada com esta instalação permanente de mau-estar em mim.

Por isso, escrevo pouco.

E por isso também, encurto as deixas.

Na verdade, não tenho honrado o papel principal que tenho na minha própria vida.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Uma aventura na Igreja Evangélica

Eu, por norma, tento não criticar nada nem ninguém sem passar pelo veredito da experiência. Só passando pelas situjações posso tirar as minhas próprias conclusões. O que por si só, também não deixa de ser apenas e só, a minha opinião. E é moldável. Vou construíndo e modificando opiniões, a todo o momento, ou não fossemos nós seres, total e infinitamente, em construção.
E então se o assunto é religião, respondo-vos que estou constantemente a alimentar as minhas dúvidas. Leio muito sobre a religião Espírita, estudo, acompanho algumas reuniões e sim, acredito nos seus fundamentos. Mas a dúvida alimenta o meu ser, tanto mais em algo que não é racional, nem tampouco se vê com os olhos.
Não tenho estado a ultrapassar uma fase fácil, como sabem e são nestes momentos de insanidade, que todas as dúvidas e pensamentos feios invadem a minha cabeça como se ela mesma fosse uma metralhadora carregada e pronta a disparar.

Ontem queria sair do trabalho e não ir, de imediato, para casa. Caminhei furiosamente, caminhei, caminhei, sentei-me num banco de jardim e tentei não comprar alimentos de lixo. Andei mais. Andei tanto que dei por mim a dar a maior volta que poderia ter dado para chegar a casa. E deparo-me, mais uma vez, com uma sala silenciosa da Igreja Universal do Reino de Deus. Entro sem pensar e tento ler tudo o que estava nos papéis afixados, como quem procura uma ajuda e um milagre. De repente, entra um senhor brasileiro e dirige-se a mim, dizendo para me sentar e desabafar com ele. Ora, não deveria, nem o conhecia! Mas eu sentei-me. Quase que hipnotizada por aquele bondoso gesto de ajuda.
O senhor começa a falar comigo, a explicar-me o que significado desta religião (juízo final, céu e inferno) e a questionar-me o que me atormentava e o que me tinha, afinal, levado a entrar ali. Nem eu sabia, senhores!Eu só abri a boca umas duas vezes e disse apenas que estava triste e deprimida. Ele convidou-me a assistir à palestra deles pelas 8p.m e eu disse-lhe, sem pensar, que sim. Gosto de aventuras e de desafios.

Fui a casa, lanchei, equipei-me para a corrida e pensei para comigo que, se não fosse aquela palestra, não ficava bem. Eu queria mesmo perceber o que aquilo é, o que move tanta gente a dizer que se curou de tantos males e também para aceitar, simplesmente, o convite a curar-me deste estado.
E fui à palestra. Entro e deparo-me com um cenário diferente e que seria, para os mais sensíveis, algo mais assustador. Uma sala com algumas pessoas de diferentes faixas etárias, dois "pastores" e alguma confusão. Pessoas a falarem com Jesus em voz alta e ao mesmo tempo. O pastor a gritar, literalmente. A tentar dar ordens aos supostos espiritos malignos que lá estavam. Ele também falava directamente para mim (chamava pelo meu nome) e ironizava a minha religião. Porém, eu continuava lá. Estranhei o facto das pessoas levarem consigo carteiras e envelopes, mas permaneci até ao fim da sessão. Eu senti-me uma jornalista, basicamente. Sentei-me e ouvi mais coisas estranhas. Mas eu, no fundo, não estava à espera de nada de mais extraodinário, mas heis o momento em que tudo ficou claro para mim. O pastor pede dinheiro às pessoas. O pastor pede ofertas como "sacrificios". Aliás, ele pede 10% dos rendimentos dos fiéis. Sim. Incentiva e "ajuda" nos negócios e pede, também que nos próximos dias levem dízimos desse dinheiro. Pelo que entendi, as pessoas oferecem mais do que esses 10%.
Sinceramente, fiquei chocada e desiludida. A todos os estudos que participo na religião Espirita, nunca ninguém sequer falou em dinheiro. O que fazemos é tentar desvendar a religião. Estudar, a sério. Ler e investigar. Entre-ajuda. Encontrar sentido na Vida. Perceber quem é Deus que todos falam, mesmo aqueles que não acreditam nele. O quão imperfeitos somos e tentar melhorar todos os dias, nem que seja um milimetro.
Fiquei ainda mais chocada por existirem realidades tão diferentes neste mesmo mundo. Louvo a fé de quem acredita desta maneira. Louvo a fé de quem oferece dinheiro assim por serem tão bem convencidas pelos pastores. A sério que sim. Mas desta forma, eu não consigo acreditar nem ir lá mais. Fui questionar uma rapariga (16/17 anos) que lá estava com a sua mãe e que me afirmou que sim, acredita no evangelismo e não acha estranho as ofertas que solicitam, visto que a coisa mais dificil de dar é o nosso dinheiro e isso sim é o maior sacrificio esperado.

O bom disto é que eu adorei a experiência. Sim, adorei. Adoro conhecer novas realidades, apesar de ter ficado desiludida com o que aquele pastor me ofereceu inicialmente. Não quero voltar. Para quê? Deixar-me convencer e olhem que eles fazem isso, incrivelmente bem, que dar o dinheiro que tanta falta fará a muito boa gente que passa fome, para as mãos de gente que quer enriquecer assim? Não. Mas louvo, como disse, a crença de cada um. Só espero que cada uma dessas pessoas que lá estava seja ou se torne, verdadeiramente, feliz.

E pronto, saí de lá às 21:30 p.m, música alta e animada nos ouvidos e fui correr 30 minutos. :)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tempos

Falta uma hora para sair do trabalho. Falta uma hora para, supostamente, entrar em casa e estar, repetitivamente, agarrada ao computador ou à televisão. Como, aliás, passei este fim-de-semana. Não vou para casa assim que sair do trabalho. Não vou! Não vou! Preciso ver pessoas, mergulhar no Sol, nem sei para onde vá, só sei que vou. Pena não estar menos calor para ir correr com muita música. Isso só lá para as 8 p.m.

Percebem agora o porquê de tanta coisa estar a acontecer comigo nestes últimos tempos? Acho que provei um bocadinho do que é a solidão.

domingo, 22 de julho de 2012

É domingo?


Esta foi uma noite péssima, insana e deprimente. Fiquei todo o fim-de-semana sozinha na cidade onde trabalho. De qualquer forma, por volta das 7.45a.m já estava a correr. Necessitava exorcizar os meus fantasmas, para além de precisar queimar calorias. Fiz cerca de uma hora de treino em jejum. 
Comprei um aparelho para ouvir música enquanto corro, mas a verdade é que não percebo nada daquilo. Tem diversas funções pelo que entendi, porém estraguei aquilo com pouco - coloquei lá uma música com vírus, fazendo com que o bendito aparelho parasse sem volta a dar, sem eu conseguir fazer nada, trocar de música, apagar a música, nada. Odeio tecnologias. E eu que estava com uma pica fenomenal devido ao som dos Sweedish House Mafia.

Cheguei a casa bem-disposta e ainda dormi um bocadinho. Agora já estou aqui com um pequeno-almoço que se quis bem fresquinho - melancia com iogurte natural e 2 weetabix.

sábado, 21 de julho de 2012

Também tenho bons hábitos, sabiam?


Este deve ser o mais ridicularizado exercício de auto-ajuda de toda a eternidade, mas vou servir-me dele como recurso último de ânimo. Então vamos lá ver quais são os bons hábitos, as coisas boas, que eu afinal, também tenho:

- Eu, por norma, não como fritos (rissóis, pastéis, batatas fritas, folhadinhos);
- Eu não como molhos e molhinhos;
- Eu não como pão à refeição, só ao P.A e/ou lanche;
- Adoro pão escuro com sementes;
- Eu não sou de comer produtos de charcutaria, como presunto, queijos salgados, enchidos, etc.
- Eu adoro fruta;
- Eu bebo 1,5lt de água por dia, sempre, sem excepções;
- Eu como muitas vezes ao dia;
- Eu não sou de pratadas de comida; aliás o meu mal são mesmo só os doces :(
- Eu faço exercício físico, mas podia ser bem mais, em quantidade e qualidade;
- Eu, normalmente, vou ao fundo do poço com alguma facilidade, porém sei, exactamente, que pulo, sucessivamente, até ao dia que chegue ao cimo, de novo, para ver a luz do Sol.

Bom fim-de-semana, míudagem'