segunda-feira, 30 de abril de 2012

Começo doloroso da semana

Quando eu pensava que, depois de descer até ao fundo no fim-de-semana, apenas me restaria subir, subir, subir, eis se não quando a segunda-feira bate todos os recordes. Logo pela manhã chateei-me a sério e berrei no trabalho. Chorei tanto, tanto, tanto que até soluçava. Não consegui aguentar. Chorei de raiva, mas antes disso fiz me ouvir e disse o que queria. Quem me viu chorar foram os meus colegas. Eu já nem sei para que lado me voltar, sinceramente. O mal está em mim, óbvio. A cura está em mim, caríssimo. E conseguir? Esta nuvem não me sai de dentro e eu amo a Vida. É só incoerências. Estou toda desarrumada neste sótão. Não consigo arranjar saída para este fundo escuro. Mas há, ai se há!! Não me quero despedir! Quero e vou aguentar até ao fim deste estágio profissional - Outubro.

E o tempo? Ahhh esse também está como eu - indeciso, manso, feroz, cinzento com raios de Sol e alguma chuva. Hoje esse maroto enganou-me e bem. Ao amanhecer estava um Sol fantástico e pensei mesmo é desta que vou correr, visto que passei todo um fim-de-semana sem mexer a bunda, só ouvindo a chuva fora e dentro de mim. À hora de almoço já chovia, à tarde já fazia Sol de novo e ao fim da tarde chovia de novo. Cheguei a casa e, com o estado do tempo, decidi vestir o pijama, ligar o aquecedor, preparando-me assim, para mais uma tarde-lixo. Mas passados quartos de hora, o Sol descobriu de novo, todo ele receptivo de segundas, terceiras, quartas oportunidades e começa a chamar por mim. E eu? qual menina corajosa, sigo para a rua com a cabeça aos gritos, a respiração dolorosa e a alma aos prantos.


Já estou melhor. Obrigada pelo vosso doce apoio, mesmo. Neste momento, a minha família está com uma péssima imagem de mim. Isso destrói tudo e mais alguma coisa. E eu que sempre os quis orgulhar. Disse coisas que não queria, sinto tanto que os amo... mas... na hora nem consigo ser eu. Não tenho conseguido.

domingo, 29 de abril de 2012

A esquecer.

Um fim-de-semana tão triste. Uma agonia no peito, uma tristeza. Não sei o que passa comigo. Tenho de mudar interiormente. Nem que para isso tenha de dar uma volta de 180º. Isto não pode continuar assim em mim. Chega! Estou cansada de sofrer e fazer sofrer!

Há dias em que apenas pedimos ajuda. Só conseguimos isto, pedir ajuda. Para que algo de muito, muito, muito bom aconteça e mude as nossas Vidas, definitivamente.

sábado, 28 de abril de 2012

Nós por cá, em vitórias.




O meu dia está a ser tão triste, tão triste, estou a sentir-me tão má pessoa e frustrada, que preciso de lembrar que também já venci algumas vezes. Por exemplo, nas doses de força de vontade e coragem.
O meu peso, embora muito, muito irregular, já foi muito mais (mais do que a primeira foto).
 Houve um verão que decidi fazer dieta, dia após dia. Fiz uns 3 meses e perdi imenso peso. Mas comia bem, ainda sem noção das características dos alimentos, fui fazendo uma dieta sozinha. Nada radical. Mas cortei com os doces, fritos e comia sopas, grelhados, saladas, bebia limonadas, etc. Depois com o tempo fui estudando os alimentos e tendo noção de todas as suas características. Se fazia alguma asneira sabia bem disso, se fazia alguma coisa mesmo bem, sabia mesmo bem disso, também. E era mais fácil manter o peso. Apesar de tudo, a segunda foto dá a sensação de que sou mais magra do que a realidade, será do vestido ou do preto, mas na verdade, estou beeem mais magra do que há uns anos atrás.

 Embora queira perder ainda mais peso. Aliás, quero ficar mais equilibrada e saudável. O meu desafio maior é vencer os fins-de-semana. Porque teimo em fazer asneira da grossa. A minha mente entra em modo off, lixo, come tudo, papa tudo. E fico, de imediato, inchada, com a barriga gigante, etc. lixo, lixo, lixo. 

Continuo e hei-de-continuar na procura pela incorporação da frase "Mens sana in corpore sano"! Porque o nosso corpo é a nossa casa. Se limpamos a nossa casa, porque não havemos, também, de limpar a casa onde habita a nossa alma e a nossa essência? Pensemos nisto!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Confissões da minha mente

Gosto tanto de fazer limpezas. Talvez o faça porque ame contemplar o resultado de uma boa faxina. Talvez o faça porque me liberta stress, ralações, preocupações e mais sentimentos tristes, não necessariamente terminados em "ões".

Se vocês soubessem o esforço que eu faço [a todo o momento] para me conhecer verdadeiramente e descobrir aquilo que realmente quero, perceberiam, certamente, o quão é fácil lutar por aquilo que se deseja.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Pretty little things



As coisas simples, as pequenas coisas, as pequenas vitórias, os pequenos prazeres, a liberdade de poder sonhar e traçar a minha vida, fazem-me sentir um elemento integrante da Natureza.  
E um dia vou conseguir chegar ao pote... recheado de bolachinhas e vou ser muito feliz.

E por falar nisto tudo e em muito mais, há uma mulher maravilhosa que escreve por mim.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Coisas boas [e só boas] que fazem os meus dias


Começo os meus dias com um banho que me faz pertencer ao mundo dos vivos e acordados. Gel de leite, mel e amêndoas ou coisa que o valha, de preferência. Conforto o estômago e a alma com um pequeno-almoço daqueles "vamu que vamu" - fruta, torradinhas e leitinho com café! Ultimamente tenho salpicado a fruta com coco ralado e adoro. Mas já descobri que é calórico, não fazia ideia. Pensava que se tratava de um alimento neutro como a canela. O almoço sossegado e calmo a ver coisas preferidas gravadas na tv. O chegar a casa. O tempinho de conversa com as minhas colegas de casa. A corrida que termina com a tarde a cair. O jantar tomado a saborear os vossos textos e outras coisinhas na net ou numa revista. O sossego do meu quarto. O adormecer com as pernas a latejar de cansaço. Perfeito.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Estado da Nasson


Normalmente, quando os meus amigos perguntam como estou, respondo um habitual e português: "vamos andando..." E isto para mim significa tanto... Significa que não está tudo óptimo, que continuo seguindo num barco no qual conduzo à deriva. Sou marinheira sem direcção e isso é o que mais me aflige. Gostaria tanto e tanto mais de conduzir um barco para uma direcção focada, Norte, Sul, Este, Oeste, mesmo driblando ventos fortes e chuvas ferozes. Tenho a plena convicção que quando temos uma rota traçada, focamos tanto, tanto, tanto e queremos tanto que vamos mesmo ser felizes debaixo de chuva e vento forte, mesmo antes de chegarmos ao almejado destino.

Por agora, não sei onde vou, o que quero e para onde devo conduzir. Sei que estou a construir. Se tivesse a desconstruir despedia-me hoje e levava com mais uma derrota. Não! Sigo. Não sei para onde, nem até quando, mas sigo! Cada dia é uma maré nova. Cada dia é uma descoberta. Será que vou descobrir (me)?

Entretanto, na azáfama do dia-a-dia, no meio das batalhas interiores pelo que será melhor para mim e coisas que tais, redescobri o prazer de correr ao ar livre e deixei o ginásio, as relações humanas estão a ficar um bocadinho melhores, um bocadinho só e estou a gostar muito da rotina estabelecida pelos horários de trabalho. Obriga-me a equilibrio, e nesta altura, tudo o que me dê equilibrio é bem-vindo!

 O meu corpo grita por equilibro, a minha alma pede calmaria, a minha mente anseia por sossego.