Quando eu pensava que, depois de descer até ao fundo no fim-de-semana, apenas me restaria subir, subir, subir, eis se não quando a segunda-feira bate todos os recordes. Logo pela manhã chateei-me a sério e berrei no trabalho. Chorei tanto, tanto, tanto que até soluçava. Não consegui aguentar. Chorei de raiva, mas antes disso fiz me ouvir e disse o que queria. Quem me viu chorar foram os meus colegas. Eu já nem sei para que lado me voltar, sinceramente. O mal está em mim, óbvio. A cura está em mim, caríssimo. E conseguir? Esta nuvem não me sai de dentro e eu amo a Vida. É só incoerências. Estou toda desarrumada neste sótão. Não consigo arranjar saída para este fundo escuro. Mas há, ai se há!! Não me quero despedir! Quero e vou aguentar até ao fim deste estágio profissional - Outubro.
E o tempo? Ahhh esse também está como eu - indeciso, manso, feroz, cinzento com raios de Sol e alguma chuva. Hoje esse maroto enganou-me e bem. Ao amanhecer estava um Sol fantástico e pensei mesmo é desta que vou correr, visto que passei todo um fim-de-semana sem mexer a bunda, só ouvindo a chuva fora e dentro de mim. À hora de almoço já chovia, à tarde já fazia Sol de novo e ao fim da tarde chovia de novo. Cheguei a casa e, com o estado do tempo, decidi vestir o pijama, ligar o aquecedor, preparando-me assim, para mais uma tarde-lixo. Mas passados quartos de hora, o Sol descobriu de novo, todo ele receptivo de segundas, terceiras, quartas oportunidades e começa a chamar por mim. E eu? qual menina corajosa, sigo para a rua com a cabeça aos gritos, a respiração dolorosa e a alma aos prantos.





