Fui a um psicólogo esta semana. Os motivos que me levaram a recorrer a esta ajuda foram múltiplos, nomeadamente a minha consciência e a investigação em terreno da profissão para a qual, acho, ter apetência. Poderei afirmar que aliei a curiosidade à procura pela estabilidade e equilíbrio do meu ser.
Marquei para as 17:45h, visto ser o consultório, mesmo, ao lado do trabalho. Não podendo controlar as coisas, estive com um trabalho em mãos que me fez chegar à clínica, apenas às 18h.
Assim que entrei, pedi, imediatamente, desculpas pelo atraso à senhora da recepção e perguntei se ainda dava para ter a consulta naquele dia. Ao longe avisto um rapaz alto a vir em direcção à porta de saída com uma mala típica de médico na mão. A senhora da recepção apressa-se a dizer-lhe: "Esta é a menina da consulta, doutor", ao que espontaneamente eu remato: "Doutor atrasei-me um bocadinho, peço imensa desculpa mas tive um trabalho imprevisto à última hora". O senhor psicólogo revirou-me os olhos com uma cara fechada e dispara: "está um bocadinho atrasada não, está meia hora atrasada e as coisas não são assim, existem compromissos". Eu fiquei incrédula, pois utilizou toda a arrogância que tinha guardada em si para aquele momento. De imediato, respondi que poderíamos marcar a consulta para outro dia e ele, foi mais longe e disse que não, iríamos sim era encurtar a boa da consulta. Fiquei em choque. Eu iria pagar a consulta completa mas não iria usufruir do seu tempo completo.
Escusado será dizer que lhe demonstrei o meu desagrado. E quase que pedi o livro de reclamações. Ele acabou por desabafar comigo que estava cansado da semana e que descarregou em mim. Pediu desculpa. Tudo bem, mas eu já não 'entrei' bem com o senhor e nem ele comigo, creio. Deste modo, não gostei grande coisa da bendita consulta.
Vou mais longe... Confesso que acho as consultas de psicologia excessivamente caras para um tratamento tão moroso.. poucas são as pessoas que têm poder financeiro para levar um tratamento psicológico avante.
No fim da consulta, disse-me, também, que não me eram dadas garantias que as consultas levassem a algum lado, sem eu, tampouco pedir garantia alguma. Não me contive e questionei se ele acreditara na psicologia - 'Sim, se não, não estaria aqui".
Acabei por ser eu, a tratar do senhor psicólogo (?). Estou completamente abismada e, largamente desiludida com a psicologia. E vocês? Acreditam? Já recorrem? Quanto tempo?