sexta-feira, 8 de junho de 2012

Saúde Física&Saúde Mental

Este não é um blogue ao género diário alimentar. Não fotográfo o que como e, não tenho por norma, descrever os meus dias em alimentação. Não faço questão disso. Esporadicamente sim, porque é giro e dar ideias interessantes, receber ideias úteis é excelente. Metodicamente, não! Este é um blogue de crónicas da minha vida. Miudices dos meus dias. E logo por aí, tenho que falar da minha alimentação. 
Falo de tanta coisa minha, falo também, logicamente, das papinhas que como. E é algo que me fascina - a Nutrição. Já li tanto sobre alimentação, já li tanto ou mais que um estudante de ciências da nutrição. Compro revistas de nutrição, leio artigos na internet, vejo vídeos, etc. Sou fascinada por esse mundo. Não só porque as aplico a mim, mas também porque me interesso, no geral. Acho fascinante a cura pelos alimentos. E aqui falo em saúde física&saúde mental. As duas conjugadas. Uma através da outra, complementadas. Normalmente, quem tem peso a mais, afirma a pés juntos, que se sente bem assim. Será? Acho que, na maioria das vezes, é por pura preguiça de mudar, de fazer sacrifícios. Como quem quer deixar de fumar, por exemplo. Não abdica. Diz que é depois, mais tarde. Qualquer dia...! É tapar o Sol com a peneira. E isso não é bom. Não pelos kilos a mais, mas sim pelos complexos que existem dentros de nós, que nos entristecem de mais. Ou porque são as calças que teimam em não subir, ou porque são os braços com papadas, ou porque somos nós que não podemos com um gato pelo rabo, ou porque são os níveis de colesterol elevados, ou porque é a miúda magra que passou ali. Por outro lado, sei que existem pessoas com algum peso a mais e, que, realmente se sentem bem, visto que até comem bem, sem compulsões.

No meu caso, já tive algum peso a mais. Nada de extraordinário. Mas uns 10 kilos a mais, já devo ter tido. Um dia, pensei e senti que já não queria ter. Queria ser magra. Sim, leram bem. Magra. Hoje em dia, todos temos medo de dizer que adoramos ser magras, parece que se diz que adoramos ser anorécticas. E isso é, drasticamente, diferente. Quando uma pessoa quer perder 3/4 kg e comenta com alguém esse facto, só nos faltam chamar maluquinhas. "Mas estás tão magra, só podes estar doente, corres para quê?..." E eu calo-me, sem insistir porque também eu sou um ser imperfeito. Eu adoro o que vejo ao espelho atualmente. Tenho um corpo já algo trabalhado. Trabalhado das corridas, trabalhado dos alimentos com proteína que tento comer, etc. E tenho um IMC (índice de massa corporal) de gente saudável. Dentro do peso normal e, não abaixo do peso normal. Gosto de comer bem, gosto de me sentir bem, gosto de fazer exercício. Quem não gosta de sentir o bem-estar em si? Mas, e há sempre um mas, eu sempre tive compulsões alimentares. Se um dia me corria mal, taruz, enfardar até cair. Se o dia corria bem, taruz, enfardar até cair. E isto sim é uma doença. Hoje em dia, trabalho a todo o segundo para não as ter.  É um processo moroso. E quero curar-me. Sim, cura. Doença = cura, certo? Sim, sim! :) Então, qual a cura? Nunca mais tocar em doces? Nem sequer provar, só raaaaramente? Nem pensar nisso! Isso não é cura! Cura é enfrentar, comer uma fatia de bolo de bolacha ao lanche e não sentir culpa, nem comer este mundo e a cabeça ao outro, de seguida. Esta é a cura! Aos poucos, como qualquer cura requer, encarar a comida como algo que o nosso corpo necessita. Sem o maltratar. Sem lhe dar tareias valentes, como consequências de devorar camiões TIR de comida. Admiro pessoas e, sempre admirei que, embora tenham alguns kilos a mais, não façam compulsões alimentares. Porque eu, mesmo com um peso normal, faço.Via isso como uma recompensa de me portar bem ao fim-de-semana. E estou mesmo a tentar mudar isso. Ainda não estou cura, pois está claro, mas, mas. Estou na luta. :) Porque fico com diarreias, vómitos. Fico mal disposta. Fico mal e com a minha barriguinha a estoirar. Isto é doentio. 

Então, se este meu 'depoimento', serviu, de alguma forma, para ajudar alguém a superar distúrbios alimentares, fico muito feliz. Encaremos as horas de refeição como obrigatórias para nutrir o nosso corpo e satisfazer a nossa barriguinha. É tão bom respeitar e comer de três em três horas, sabendo que a comida é como um combustível para o corpo. Logo tem de ser na medida certa. E este pode e deve, também ser um prazer que satisfaz a nossa mente e provoca o nosso bem-estar. :)


Relaxemos mais, vivamos mais e melhor. Os nossos avós, por exemplo, fazem-no muito melhor que nós. Os nossos antepassados lidavam com a alimentação de uma forma tãããão mais simples do que nós. Nós temos tanta porcaria para escolher, nós temos tanta oferta, tanta, tanta. Nem sabemos o que é feijão com couve, batata e cenoura. Mas comida com nomes estranhos e estrangeirismos, ui. Faz parte. É a cultura actual. Vamos aliar o melhor dos dois mundos. :)

Se pretenderem ajuda da minha parte, sintam-se à vontade para enviar-me email.. Estou disponível para fazer planos alimentares personalizados para quem quiser. Não sou mestre, sou imperfeita que dói, mas em alguma coisa, tenho a certeza que posso ajudar, visto que todos somos diferentes. E qual o mestre que não pode ser aluno? Estamos sempre a aprender! Partilhem comigo aquilo que quiserem, vou adorar! :)

1 comentário:

  1. Olá Mia :)

    Eu gostei muito de ler o teu relato :) E acho que vai ajudar algumas pessoas, e nem que ajude só uma já é bastante bom ;)

    Transmites-te uma imagem bastante fiel do que é uma luta em relação à alimentação saudável. E é aquilo que eu digo a muitas meninas: não é automático, não é fácil e não se muda de um dia para o outro. É um percurso lento e difícil, mas um dia podemos olhar para trás e saber que conseguimos atingir os nossos objectivos :)

    Gostei muito de ler o teu relato :)

    Beijinhos e bom fim-de-semana :D

    ResponderEliminar