sábado, 9 de junho de 2012

Crónicas de um susto

Neste fim-de-semana tive que ficar na cidade onde trabalho. Hoje vou ter que dar um salto ao trabalho e, vai daí, tive mesmo que cá ficar. Até agora deve ser, apenas, o terceiro fim-de-semana que fico cá. Prefiro ir para casa e ter companhia durante três belos dias. É a mais pura das verdades. Estou cansada de estar sozinha durante a semana e preciso mesmo da minha família. Também trago sopinhas, legumes, bifinhos e frutinhas da minha avó, o que me soma tempo para outras coisas. Quem diz tempo, diz comer com mais sabor [ehehe] e com menos dinheiro [ehehe].

Ontem tive algum medo de estar em casa sozinha, sou uma medrosa. Não sei. Tenho quase sempre quando fico cá sozinha a dormir. Durante a semana tenho mais duas raparigas a morar comigo. Mas, ignorei. Coloquei a roupa de desporto e fui correr entre o bairro das 20:00h às 21:00h. Regressei a casa, tomei um delicioso e demorado banho. Vi o CR7 na entrevista, falei com as minhas mães ao telefone e deliciei-me com a minha mais nova novela preferida, Dancin'Days. Nada mais normal. Entretanto, ler, net e fui dormir pelas 00:00h. Até aqui tudo normal. Adormeci.

Às 5 a.m acordo com alguém a querer pôr a minha porta a dentro. Campainha sem parar e pancadas na porta. Até processar a informação levei algum tempo. Esperei. Começou a tornar-se pior. E aí entrei em estado de pânico total. Não tenho ninguém aqui nesta cidade. Ninguém aqui viria. Era completamente fora de hipótese. Peguei no telemóvel e não me conseguia mexer da cama, nem falar. Não tinha o número da polícia, não sabia a minha morada, não sabia nem o meu nome. Liguei à minha mãe. Ficou em pânico, também, mas sendo bombeira tem o sangue frio que eu não tenho e tratou de chamar a polícia. Vieram cá, foram super rápidos e simpáticos. Abri finalmente a porta, consegui mexer-me, comecei a tremer menos. Era um rapaz que já ia a fugir com medo, também. Parece que estava embriagado e pensava que algum amigo dele moraria aqui. Ele nem é cá do prédio, acho. Fiquei com medo de ter sido seguida, depois da corrida. Fiquei com medo que me andem a vigiar para depois me assaltar um dia destes.


Mas agora está tudo bem. E afinal, quem quer assaltar não toca à campainha. Digo eu, sei lá. Também poderia ser uma tentativa de me fazerem abrir a porta e depois, sabe Deus. Enfim, nem sei. O mundo está perdido e portanto, todo o cuidado é pouco. 

E descansar, como tinha previsto, é palavra fora do vocabulário de sábado. Ainda vou a tempo de uma sesta, um esticar de pernas, um arrastar-me pelas mantas.. quero sossego, paz, serenidade.

Por agora, fazer o almoço. Bom fim-de-semana :)

3 comentários:

  1. Olá Mia!

    Bem, que situação desagradável!

    Já me aconteceu uma vez uma situação semelhante, no primeiro ano em que vivia em Lisboa. A minha companheira de casa abriu a porta para entrar em casa, e entrou o nosso vizinho do lado bêbado atrás dela. A sorte é que o dito senhor não vinha para nos fazer mal, só queria conversa. Mas foi um susto dos diabos, enfim.

    Agora nos próximos dias vais sentir-te meia estranha, mas depois vais sentir-te melhor :) Com o tempo ;)

    Beijinhos :)

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  2. Mia, quando partilhava casa em Lisboa
    acontece algo do genero com um colega de casa... imagina meio da semana, a minha colega estava no Porto em trabalho, e o outro colega tambem estava fora em trabalho e só chegaria na manha seguinte.
    Fiquei eu e o colega açoriano que resolveu ir sair.

    Acordei com a porta quase a vir abaixo, porque ele nao conseguia abrir a porta. nem tive tempo de recuperar do susto tamanha era a bebedeira dele, ao agarrar-se as paredes deitava tudo ao chao, e ainda conseguiu cair do sofa abaixo.

    agora farto-me de rir, no momento tremia toda :)

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