sábado, 17 de março de 2012

Tão simples, tão doce.

Acordei quando o tempo ainda marcava as 9 da manhã, mais coisa menos coisa. Afinal, de contas, é sábado e o tempo perdoa os minutos vagarosos e as horas suaves. Comecei, de imediato, por limpar toda a casa e colocar tudo em ordem neste exterior. Esta necessidade de limpezas para arrumar a alma é, de facto, muito peculiar e engraçada. Depois de tudo limpar e tudo arrumar como a bonita carochinha, coloquei as torradas ao lume à espera do seu ponto mais bonito para poder colocar-lhes o saboroso toque final da manteiga, queijo-creme e doce de morango. Deliciei-me, assim, com este pequeno-almoço acompanhado por um copo de leite puro e gelado. Mas é curioso, visto que nos outros dias, bebo sempre leite quente com café, deve ter sido porque hoje o leite frio e puro soube-me a necessidade, como quem precisa de despertar a sua essência mais pura. Acompanhei toda esta delícia com coisas que tinha gravadas na TV para ver. Esta maravilha das gravações é das coisas mais giras e úteis destes tempos modernos [algo bom teriam de ter]. Também me aventurei a fazer a minha primeira sopa. Clara como a minha necessidade de ser simplesmente feliz. Percebi-me uma mulherzinha quando estava a passar a sopa. Cresci, não é? Segui para o ginásio. Corri 40 minutos para que o suor libertasse os meus males e a minha parte negra. Eficaz demais, não falha. A sensação do pós-treino é indescritível.
No regresso e depois do banho com o meu gel de banho favorito, leite e mel, deitei-me no sofá, com o doce sabor de dever cumprido. E a que sabe? Sabe a independência e a uma estranha nostalgia. Viver nos sonhos, faz-me pensar em sonhos, os meus sonhos, os mesmos que sonhara, quando pequenina e sozinha na casa da minha avó, a minha eterna casinha de chocolate. 

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